quinta-feira, 24 de março de 2011

Epitáfio


Canção de Aruanda (ou Para um amigo que se foi)



Vida que voa
vai pra longe destes causos
recebidos e entregues

Planícies, cidades, crianças e verdades

Os sorrisos, as noites e as puias
na terra natal, sua ainda
passageiro das guias
fortalecendo as sete cidades.

Renasceu em tua filha linda

O velhinho de aruanda te receberá
com todo o merecimento de tua prece serena
muitos nos terrenos estarão confusos
saudade e presente
se estenderá...

Força a chama que se estende
a outras gerações
dimensões
nunca vazias
cada vez mais expandidas nas canções
eternas
que vez por outra me farão lembrar de teu coração
amigo

no fim da festa fostes me buscar
eu com tanto medo
você sendo meu irmão foi lá pra me chamar
refletido anos depois em meus sonhos.

luz e poesia
serão sempre os reflexos de tua lembraça...

Thomas Freitas


Dedicado a Romualdo Lucena. Irmão desencarnado hoje.

Saravá Oxalá

terça-feira, 15 de março de 2011

raízes, pétalas e espinhos

Dizer




O que se sente é...
dizer?
Pudera ser sentir.
Absolutamente.

Prata e lume
vernáculos
do espelho retroativo
lá onde está
os anéis da perdição

Para a flor direi de tudo
a luz violeta
o incadear do sol
estrelas que se espatifam no azul
vergonha de não ser mestre

das palavras, da coragem...
sentir.

Caminho se faz no dia a dia
no perigo, no cheiro de alfazema
que cruzam os caminhos
das cruzes
armadas para nos fazer irmãos

molecagem minha
sua
nunca.
na nuca
todos os dias.

(...)