quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ano Novo é reiniciar os ciclos


Oxumaré

DIA: Terça-feira

CORES: Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris

SÍMBOLOS: Ebiri, serpente, círculo, bradjá.

ELEMENTOS: Céu e terra

DOMÍNIOS: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.

SAUDAÇÃO: A Run Boboi!!!


Oxumaré (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Imaginem só o planeta Terra sem os movimentos de translação e rotação; imaginem uma estação do ano permanente, uma noite permanente, um dia permanente. É preciso que a Terra não deixe de se movimentar, que após o dia venha a noite, que as estações do não se alterem, que o vapor das águas suba aos céus e caia novamente sobre a Terra em forma de chuva. Oxumaré não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo.


Oxumaré que fica no céu
Controla a chuva que cai sobre a terra.
Chega à floresta e respira como o vento.
Pai venha até nós para que cresçamos e tenhamos longa vida.


Características dos filhos de Oxumaré

São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.

Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar, mas ‘não enxergam’. São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém.

Extremamente activas e ágeis, estão sempre em movimento e acção, não podem parar.

São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objectivos e não medem sacrifícios para alcançá-los. A dualidade do orixá também se manifesta nos seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo a outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o vinho, assim como Oxumaré, o Grande Deus do Movimento.



Saravá Oxumaré

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um doce fim de ano



Uma bela canção de Gilberto Gil. Que a luz de Oxaguiã nos guie nesses proximos ciclos. Namasté

TF

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Inevitavelmente




Palavras em prelúdio (Inevitavelmente)



Invevitavelmente
sentirás o amargo do corpo
e poderás cumprir tuas promessas
aquelas que não contastes a niguém.

Sabes que diante destas gerações nós somos
aliados da mesma esfinge
que se ergue
que se tinge de vermelho.

Vejo adiante
que a flor de exu não morreu.
Provavelmente, deve estar agonizando
tomara que não sofra. Tomara.

Das escolhas análogas
preferi as preces conjugadas
que não tinham muita reinvenção
será meu Deus?

Inevitavelmente
esquecerás.
Pois não tenho pêlo e nem néctar
existe um abismo constante.

Por onde andarás carne?
que de ti, saborosa rendenção dos lares.
Já não sou .

Não me aceitas?
então não percebes que não foi escolha.

É inevitável
Não tenho medo e nem culpa.
Sobrevivo debaixo das saias das ciganas
belas, muito belas. de vermelho.

Do colo de Deus (saravá Oxalá)
negro, forte e sincero.
Senti o cheiro da tua mãe
leve, suave tempestade.

Dissera a ela que cheguei do caminho das aparições
escondido nos sonhos,
onde gritam meu nome.
E o tridente de exu vez por outra me perfura...

Estou aqui!
Procuro e não está.
É Inevitável.

Se choras, é por que o tempo é cruel.
Mata, afasta e faz esquecer.
Tomara que esta flor volte depressa.
Ou então, que as preces sejam aceitas como as virgens nuas em todos os altares.
Sei lá.
A culpa afasta o bem e talvez te faça mal.

Inevitavelmente
serei eu mesmo vivendo no jardim.
Precisamos ligeiramente de coisas inevitáveis
tão brancas (como Kriska)
suaves de tão formosas e venenosas (se o desejo vira raiva).

Não pertence ao caminhos das facções saudáveis.

A chuva disfarça com palavras
Inevitável em certos momentos, e nem é.
De tanto dizer
eu não sei.

Faz parte.


Thomas Freitas

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Baile Afro




Baile Afro no Atelie de Nai Gomes, regado a samba raiz de Olinda com Jorge Ribas e a música afro do Raízes.


T.F.
*

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Comportamento Geral

Pertence


Assim, começa mais uma segunda. Será?
É a parte que a gente sente diante do peito.
Outra vez, assim, necessário.
Quem poderá explicar as razões desta que é
a parte que gera outras razões que não compreendemos.
Pertence.

Flores desatam seus sabores.
Dos espinhos notas musicais.
Distantes de qualquer um que seja
as noites de vigília desta temporada.
Que passa? pergunta o poeta.

Mesmo assim vem todos os dias.
E Ganesh segura com uma das mãos.
Replica por uma nova alvorada.
Reclama. Responde. Geme.

Vizinhos ouvem sempre as mesmas canções.
Cantos lunares ficam leitosos.
Diante das mirações. Será?
Confinado em força.
Escondido e já não pertence.
Mas está lá. Intocável.


T.F.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

o argentino



Vi a pouco a segunda parte do filme de Steven Soderbergh "Che o argentino". O filme é dividido e duas partes a primeira conta a tomada de Cuba e a segunda quando Guevara vai para a Bolívia liderar uma guerrilha formada por pouco mais de 30 homens. Lá acaba sendo morto pelo exercito peleigo da Bolivia.

Segue aqui a lembrança desse grande guerreiro.

Continuamos com a guerrilha só que agora é CULTURAL!


ps: Há um filme melhor sobre Che Guevara do brasileiro Walter Salles chamado "Diários de Motocicleta". Belíssimo Vale a pena ver.