quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Inevitavelmente




Palavras em prelúdio (Inevitavelmente)



Invevitavelmente
sentirás o amargo do corpo
e poderás cumprir tuas promessas
aquelas que não contastes a niguém.

Sabes que diante destas gerações nós somos
aliados da mesma esfinge
que se ergue
que se tinge de vermelho.

Vejo adiante
que a flor de exu não morreu.
Provavelmente, deve estar agonizando
tomara que não sofra. Tomara.

Das escolhas análogas
preferi as preces conjugadas
que não tinham muita reinvenção
será meu Deus?

Inevitavelmente
esquecerás.
Pois não tenho pêlo e nem néctar
existe um abismo constante.

Por onde andarás carne?
que de ti, saborosa rendenção dos lares.
Já não sou .

Não me aceitas?
então não percebes que não foi escolha.

É inevitável
Não tenho medo e nem culpa.
Sobrevivo debaixo das saias das ciganas
belas, muito belas. de vermelho.

Do colo de Deus (saravá Oxalá)
negro, forte e sincero.
Senti o cheiro da tua mãe
leve, suave tempestade.

Dissera a ela que cheguei do caminho das aparições
escondido nos sonhos,
onde gritam meu nome.
E o tridente de exu vez por outra me perfura...

Estou aqui!
Procuro e não está.
É Inevitável.

Se choras, é por que o tempo é cruel.
Mata, afasta e faz esquecer.
Tomara que esta flor volte depressa.
Ou então, que as preces sejam aceitas como as virgens nuas em todos os altares.
Sei lá.
A culpa afasta o bem e talvez te faça mal.

Inevitavelmente
serei eu mesmo vivendo no jardim.
Precisamos ligeiramente de coisas inevitáveis
tão brancas (como Kriska)
suaves de tão formosas e venenosas (se o desejo vira raiva).

Não pertence ao caminhos das facções saudáveis.

A chuva disfarça com palavras
Inevitável em certos momentos, e nem é.
De tanto dizer
eu não sei.

Faz parte.


Thomas Freitas

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