segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Comportamento Geral

Pertence


Assim, começa mais uma segunda. Será?
É a parte que a gente sente diante do peito.
Outra vez, assim, necessário.
Quem poderá explicar as razões desta que é
a parte que gera outras razões que não compreendemos.
Pertence.

Flores desatam seus sabores.
Dos espinhos notas musicais.
Distantes de qualquer um que seja
as noites de vigília desta temporada.
Que passa? pergunta o poeta.

Mesmo assim vem todos os dias.
E Ganesh segura com uma das mãos.
Replica por uma nova alvorada.
Reclama. Responde. Geme.

Vizinhos ouvem sempre as mesmas canções.
Cantos lunares ficam leitosos.
Diante das mirações. Será?
Confinado em força.
Escondido e já não pertence.
Mas está lá. Intocável.


T.F.

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