quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ano Novo é reiniciar os ciclos


Oxumaré

DIA: Terça-feira

CORES: Amarelo e verde (ou preto) e todas as cores do arco-íris

SÍMBOLOS: Ebiri, serpente, círculo, bradjá.

ELEMENTOS: Céu e terra

DOMÍNIOS: Riqueza, vida longa, ciclos, movimentos constantes.

SAUDAÇÃO: A Run Boboi!!!


Oxumaré (Òsùmàrè) é o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos. Se um dia Oxumaré perder suas forças o mundo acabará, porque o universo é dinâmico e a Terra também se encontra em constante movimento. Imaginem só o planeta Terra sem os movimentos de translação e rotação; imaginem uma estação do ano permanente, uma noite permanente, um dia permanente. É preciso que a Terra não deixe de se movimentar, que após o dia venha a noite, que as estações do não se alterem, que o vapor das águas suba aos céus e caia novamente sobre a Terra em forma de chuva. Oxumaré não pode ser esquecido, pois o fim dos ciclos é o fim do mundo.


Oxumaré que fica no céu
Controla a chuva que cai sobre a terra.
Chega à floresta e respira como o vento.
Pai venha até nós para que cresçamos e tenhamos longa vida.


Características dos filhos de Oxumaré

São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.

Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar, mas ‘não enxergam’. São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém.

Extremamente activas e ágeis, estão sempre em movimento e acção, não podem parar.

São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objectivos e não medem sacrifícios para alcançá-los. A dualidade do orixá também se manifesta nos seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo a outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o vinho, assim como Oxumaré, o Grande Deus do Movimento.



Saravá Oxumaré

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um doce fim de ano



Uma bela canção de Gilberto Gil. Que a luz de Oxaguiã nos guie nesses proximos ciclos. Namasté

TF

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Inevitavelmente




Palavras em prelúdio (Inevitavelmente)



Invevitavelmente
sentirás o amargo do corpo
e poderás cumprir tuas promessas
aquelas que não contastes a niguém.

Sabes que diante destas gerações nós somos
aliados da mesma esfinge
que se ergue
que se tinge de vermelho.

Vejo adiante
que a flor de exu não morreu.
Provavelmente, deve estar agonizando
tomara que não sofra. Tomara.

Das escolhas análogas
preferi as preces conjugadas
que não tinham muita reinvenção
será meu Deus?

Inevitavelmente
esquecerás.
Pois não tenho pêlo e nem néctar
existe um abismo constante.

Por onde andarás carne?
que de ti, saborosa rendenção dos lares.
Já não sou .

Não me aceitas?
então não percebes que não foi escolha.

É inevitável
Não tenho medo e nem culpa.
Sobrevivo debaixo das saias das ciganas
belas, muito belas. de vermelho.

Do colo de Deus (saravá Oxalá)
negro, forte e sincero.
Senti o cheiro da tua mãe
leve, suave tempestade.

Dissera a ela que cheguei do caminho das aparições
escondido nos sonhos,
onde gritam meu nome.
E o tridente de exu vez por outra me perfura...

Estou aqui!
Procuro e não está.
É Inevitável.

Se choras, é por que o tempo é cruel.
Mata, afasta e faz esquecer.
Tomara que esta flor volte depressa.
Ou então, que as preces sejam aceitas como as virgens nuas em todos os altares.
Sei lá.
A culpa afasta o bem e talvez te faça mal.

Inevitavelmente
serei eu mesmo vivendo no jardim.
Precisamos ligeiramente de coisas inevitáveis
tão brancas (como Kriska)
suaves de tão formosas e venenosas (se o desejo vira raiva).

Não pertence ao caminhos das facções saudáveis.

A chuva disfarça com palavras
Inevitável em certos momentos, e nem é.
De tanto dizer
eu não sei.

Faz parte.


Thomas Freitas

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Baile Afro




Baile Afro no Atelie de Nai Gomes, regado a samba raiz de Olinda com Jorge Ribas e a música afro do Raízes.


T.F.
*

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Comportamento Geral

Pertence


Assim, começa mais uma segunda. Será?
É a parte que a gente sente diante do peito.
Outra vez, assim, necessário.
Quem poderá explicar as razões desta que é
a parte que gera outras razões que não compreendemos.
Pertence.

Flores desatam seus sabores.
Dos espinhos notas musicais.
Distantes de qualquer um que seja
as noites de vigília desta temporada.
Que passa? pergunta o poeta.

Mesmo assim vem todos os dias.
E Ganesh segura com uma das mãos.
Replica por uma nova alvorada.
Reclama. Responde. Geme.

Vizinhos ouvem sempre as mesmas canções.
Cantos lunares ficam leitosos.
Diante das mirações. Será?
Confinado em força.
Escondido e já não pertence.
Mas está lá. Intocável.


T.F.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

o argentino



Vi a pouco a segunda parte do filme de Steven Soderbergh "Che o argentino". O filme é dividido e duas partes a primeira conta a tomada de Cuba e a segunda quando Guevara vai para a Bolívia liderar uma guerrilha formada por pouco mais de 30 homens. Lá acaba sendo morto pelo exercito peleigo da Bolivia.

Segue aqui a lembrança desse grande guerreiro.

Continuamos com a guerrilha só que agora é CULTURAL!


ps: Há um filme melhor sobre Che Guevara do brasileiro Walter Salles chamado "Diários de Motocicleta". Belíssimo Vale a pena ver.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Enquanto o sono não chega


Novembro


De noite ardo
e preciso
sentir o sabor amargo
enquanto ficas
com tuas certezas eternas

a mim resta o erro das atitudes sinceras

Solidão assim a meia nota dissonante
verbete meu
assim meio que
distante
Todo poderoso ser que atinge os altos níveis
de meu desejo fraquejante

Dilata as rédias saudosas
uma chuva leve me anima as pupilas
belo meu peito
enquanto me negas
calor intenso e provável

Errado sou
em mim os pecados formosos
e usas pra me castigar
assim me vejo
menino, moleque, calado!

Os mistérios do dia permanecem
quem sabe poderás adivinhar
como as nuvens cheias de branco
a compartilhar com o mar
as águas que me pai carrega a tua mãe
senhora rainha do navegar

se sabes de tudo
não precisas dos búzios
das pedras pretas
dos desejos carnais? Não me diga isso...

preciso do violão e do pandeiro
canteiro de jardim
onde nascem minhas músicas


Thomas Freitas  

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Alma




Um filme belo e sensível.

Roteiro & direção: André Moraes
Fotografia: João Carlos Beltrão
Formato: 16mm

sábado, 13 de novembro de 2010

Fernão Capelo Gaivota


 




Deixai que voe (ou Completamente céu)




Daqui de baixo eu vi ele voar
para o alto da serra
antes das curvas
escorregando nas nuvens brancas
saudando o arco de flores
deixando as margens turvas

Ele partia sem documento, sem direção
tudo então se partia, entre o fogo e a pele
percebia-se menino, porém com esta feição
de que já foi
e do talvez, tivera
um pouco sorte

Haverá sangue nas unhas daquele que eu vi voar pela praia
pairando nossas mães sereias
azuis e verdes, de manto velozes
do comprimento que pudera chegar as plumas de sabão
que se espalham
num céu de brilhante

Foguete plácido de rainhas enormes
entopem o pobre que agora anda com medo
volte a voar passarinho danado
a quem enganas com tuas contradições milenares
és dono destes ares
quaisquer que sejam os caminhos perdidos que te guiam
em fins te acha, não por sorte

Quisera tudo ser flutuante
em todas as épocas
necessito de sua sabedoria
que cura
venera

Sou semáforo que deixa passar
passarinho bonito que gosta de flores
nos ombros velozes
das costas nuas
às vezes algozes
em tardes tão cruas

Passarinho que nunca para de cantar
teu canto é minha salvação
minha culpa
remédio que me corta as contra vontades

Deixai que voe


Thomas Freitas
14/11/2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novembro



Manifestação ao som das águas



Sob a luz do sol
reflete-se o espelho das águas marcadas
com sabores, milagres, passagens, desejos
e amor, muito amor.
Foi banhado em ouro que me deu...

Diria a todos os profetas dos nossos tempos
e reclamaria minhas dividas ao senhor dos meus pecados
Erga-me!
Sou o infinito breve que chega no entanto
Viva-me
Sou o mistério dos lagos
dos desejos carnais

Talvez não seja
nada mais

Plantas, refúgios do espaço
que cantam
ao som dos ventos
não se espante caçador
sob as águas somos todos filhos
do amor que convém a eterna chance
de sentir o peito queimar ardendo no lago profundo

Provém de lá as margens
tão cadenciadas
serras de morada
casas de pensar


Somos tristeza e dor
fogo que arde
paixão que sufoca
raiva que maltrata

do lado de cá os jardins precisos
é neste ponto
 se segue ao som das águas
 seguem do rio pro mar
do mar pro céu
do céu para os homens e mulheres
e se banham de amor...



Thomas Freitas

Dedico esses versos a força da natureza que comanda as cachoeiras e o amor.
Salve mamãe oxum.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Identidade




Um vídeo em homenagem a perda de minha carteira de identidade. Vou ter que tirar uma segunda via... um saco!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dia da poesia

Cortar o tempo


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente
 


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Derradeira Caatinga




Música feita para o projeto Pontão da Caatinga Multivisual.net.

"Derradeira Caatinga"
Composição: Thomas Freitas
Tecnico de captação: David Neves
Violão: Thomas Freitas
ABzinho: Chico Sales
Caixote: Abraão Bahia
Edição de som: Thomas Freitas



xxx

domingo, 10 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que quereres...



Sou Eu
 
 Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, 
 Espécie de acessório ou sobressalente próprio, 
 Arredores irregulares da minha emoção sincera, 
 Sou eu aqui em mim, sou eu.   Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. 
 Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
 Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
 E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
 Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
 De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
 Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
 E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua, 
 Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda, 
 De haver melhor em mim do que eu.
 Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa, 
 Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores, 
 De haver falhado tudo como tropeçar no capacho, 
 De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas, 
 De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida. 
 Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
 Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
 De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
 A impressão de pão com manteiga e brinquedos
 De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
 De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
 Num ver chover com som lá fora
 E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
 Baste, sim baste!  Sou eu mesmo, o trocado,
 O emissário sem carta nem credenciais,
 O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
 A quem tinem as campainhas da cabeça
 Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
 Sou eu mesmo, a charada sincopada
 Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
 Sou eu mesmo, que remédio!  ...


Álvaro de Campos

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Casa de lirismo no Festival de Curtas de Sampa





O Curta-metragem "Casa de Lirismo" está participando do 21º Festival Internacional de Curta-Metragens de São Paulo na Mostra Kinooikos. O vídeo está disponinível para exibição, download e votação no site

http://www.kinooikos.com/acervo/video/24083/#



Mais informações em Kinoforum.

Datas e Locais:

22/08 -
19H00 -
Cine Olido
24/08 -
20H00 -
Cineclube Grajaú
27/08 -
20H00 -
Centro Cultural São Paulo  *  

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mulheres Capoeiristas




Imagens e Reportagem: Thomas Freitas

Gravado em 25 de julho de 2009, dia da Mulher Negra da America Latina e Caribe

Agradecimentos: Ana Margarida.





*

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Trabalho - Paulo Ró/Feliz Araújo




Essa é daquelas música que arrepiam... belíssima.
A letra dessa música é um dos trechos do poema Tamar de Felix Araújo e música do saudoso Paulo Ró.
Também há a música chamada Tamar, que também continuação desta poesia... "No teu inverno bem amada te encontrei um dia..."


Luz nos caminhos. 
Que Oxaguiã nos abençoe.

Tom

*

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Entrevista com Marcus Vilar




Há alguns dias fiz uma entrevista com o cineasta paraibano Marcus Vilar sobre seu novo filme "Negócio de Menino com Menina".


Thomas Freitas

domingo, 27 de junho de 2010

Salve São Pedro





Estive com essa música de Gonzagão e Gonzaguinha na cabeça nesse São João.

Aí vai então pra quem quiser curtir. Se você quiser ver uma versão de mais qualidade entre no link

http://www.youtube.com/watch?v=QRmwUdimBAc


Pense n'eu (Luiz Gonzaga)

Pense n'eu quando em vez coração
Pense n'eu vez em quando
Onde estou, como estarei
Se sorrindo ou se chorando
Se sorrindo ou se chorando
Pense n'eu... vez em quando
Pense n'eu... vez em quando
Tô na estrada, tô sorrindo apaixonado
Pela gente e pelo povo do meu país (olêlê)
Tô feliz pois apesar do sofrimento
Vejo um mundo de alegria bem na raiz (vamos lá)
Alegria muita fé e esperança
Na aliança pra fazer tudo melhor (e será)
Felicidade o teu nome é união
E povo unido é beleza mais maior.



Salve, Salve a cultura nordestina.


*

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Saravá ao povo de Barreiros Yansã!

Epa Rei, Oyá, Axé! 




Energias positivas ao povo afestados pelas chuvas em Pernambuco e Alagoas.


Que santa barbara acalme seus trovões.






axé

segunda-feira, 21 de junho de 2010

São João

Vereda


A festa continua
as fogueiras gemem alto
tomando novos formatos
(como falanges).

Assim tornam-se linhas
e enfocam o imaginário.


Thomas Freitas

*

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Títulos

Cor e sobre-tons




Quais os três primeiros dias que você compreende a essência?


Nos quadros hão de haver auto-retratos
nas janelas
pedras e galhos que se movem sem parar


Flores e espinhos largados entre os dentes
não ressecam, não cortam e nem morrem... 


Thomas Freitas

*

sexta-feira, 11 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O que você acha disso?





Imaginem o que esse garoto faria se realmente estivesse dançando embalado por música de verdade?

"Ao mesmo tempo é engraçado e trágico"


*

quarta-feira, 5 de maio de 2010

aprendendo

*

  *            *              *


 "Firmeza no pensamento"



*

sábado, 1 de maio de 2010

Estréia casa de Lirismo



Falando sobre os filmes
Thomas Freitas (Casa de Lirismo) , Luiz santos (Cinema de dois Tões), Ricardo Peixoto (Produtor) e Danylo Aguiar (Cenas de um filme inglês)


Sala de Exibição da Energisa


"Casa de Lirismo"
Documentário_ 19min_ MiniDV_ 

Obrigado a todos que participaram da Estréia!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Construindo mundos

*


Eu sou de verdade.
Ilusão não planta e nem colhe.
Eis meu sertão
de tanta claridade.


Thomas Freitas


*

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dia de inconfidência



Hoje acordei com esta música na cabeça, não sei por que, mas é linda mesmo e vale esse post.


Axé


*

domingo, 18 de abril de 2010

Profecias

Prece revelada aos tantos que existem aqui

  
São Pedro hoje disse que eu não podia sair de casa
Mandou chuva o dia todo
Eu quis reclamar, mas não pude
Gritei dentro do peito
Pedi socorro
Mas ninguém veio me ajudar

Todos estão em suas tocas
Eu embaraçado na minha caixinha de brincar
O peito aperta por dentro
No mais profundo de mim, eis as gotas de chuva
Que não param de correr neste lago de sonhar

Os céus desabam na minha cabeça
Será a tristeza e a dor que ardem tanto
Em pacotes que vez por outra chegam até mim
Não, não estou reclamando
Bênçãos sempre são muito maiores

Uma voz rouca me disse que poderia dançar qualquer música
Que tolice, eu não sei dançar
Respondi então a voz rouca que estou disposto a ser e estar
Hoje olhei no espelho e não me achei troncho

Poderia sair e me molhar nas belas lágrimas do céu
E sentir o frio que marca meus dedos tão onerosos por outros mares
De repente uma vontade de ir pra bem longe, até chegar lá
Lá perto onde as flores desabrocham e arranham todos aqueles
Dias dentro de meu absurdo



Thomas Freitas

Receita de andar sem rumo

O vento como guia,
suba montanha acima,
siga a música do rio
pedra por pedra,
dia por dia.


Perca o rumo e o fio,
deixe que o coração
cante as horas
e arrume a noite e o sol


Roseana Murray

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Linha de Passe




Trailer do filme "Linha de Passe"

Direção: Daniela Thomas e Walter Salles

Esse filme é de uma sensibilidade incrível. O perfil psico-social de uma familia pobre de São Paulo. Vale a pena assistir neste fim de semana. Aí vai a dica.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Palavras emprestadas


Um ponto



O avesso da palavra
é o silêncio.
E neste,
o sentimento é posto em chamas,
e queima
[preso]
pelo lado avesso do corpo.

Uma gota de serpentina
[estática]
pousou sob a língua
na esperança de que o centeio
lança-se luz para a vida.

No avesso da palavra
os sentidos abrem as paixões
que germinam o egoísta fruto do pecado.
Mas por respeito à liberdade
tem-se na boca um suspiro
[calado].

O zelo pelo outro cai como lágrimas,
que por verdade,
deveriam secas.

Não querendo na vida
ser personagem de romance ou conto,
é no avesso do silêncio
que a palavra reclama um
[ponto].

do poeta George Ardilles
Publicado no livro:
POEMAS DE MEIO-FIO

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Alessandra Leão





Alessandra Leão é percussionista, compositora e cantora. Iniciou sua carreira em 1997 com o grupo Comadre Fulozinha e atuou ao lado de músicos como Antônio Carlos Nóbrega, Siba, Silvério Pessoa, Zé Neguinho do Coco, Kimi Djabaté (Guiné Bissau), Florencia Bernales (Argentina), entre outros. Compôs em parceria com: Caçapa, Juliano Holanda, Chico César e Kiko Dinucci.
Em 2006, Alessandra deu início ao seu trabalho autoral, com o elogiado Brinquedo de Tambor. Produzido e arranjado em parceria com o violeiro, compositor e arranjador Caçapa. O CD “Brinquedo de Tambor” entrou para a lista dos 10 melhores discos de 2006 do Prêmio Uirapuru, da revista gaúcha “O Dilúvio”; e em janeiro de 2008 teve duas músicas recomendadas no playlist do músico americano David Byrne. Em 2007, foi uma das selecionadas no Programa Rumos Itaú Cultural, na cartilha Mapeamento.
O projeto para o segundo CD solo, “Dois Cordões”, foi selecionado no Programa Petrobras Cultural e patrocinado pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Produzido e arranjado por Caçapa e lançado em 2009, “Dois Cordões” conta com as participações de: Jorge Du Peixe (Nação Zumbi), Kiko Dinucci, Florencia Bernales (Argentina) e Victoria Sur (Colômbia).
Desde 2004, idealizou e coordena o projeto coletivo Folia de Santo, que se propõe a compor músicas baseadas nas tradições ligadas ao “catolicismo popular”. O CD homônimo foi lançado em dezembro de 2008, durante as gravações do DVD do projeto.
Participou do Projeto Era Iluminada – Mangue Beat (Sesc Pompéia -SP), ao lado de nomes como Jorge Du Peixe, Siba, Dengue, Canibal, Júnio Barreto, Lia de Itamaracá, entre outros.

domingo, 11 de abril de 2010

Graveola e o Lixo Polifônico




Graveola e o lixo polifônico é um bom exemplo da mistura refinada que constitui a música brasileira. Irreverentes e atrevidos, múltiplos e desajeitados, seu trabalho é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical onde descontrole e acaso vêm à tona e gritam por espaço. É a estética do plágio, o humor levado a sério. Reciclar o lixo, misturar o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis.

Do sotaque refinado do samba e da MPB ao amaldiçoado kitsch do axé e do sertanejo, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora. Do lirismo ao escracho, os sentidos multiplicados, ou a total falta de sentido. Pianolas e apitos de brinquedo, utensílios domésticos: a idéia é deglutir e incorporar a tudo e a todos sem distinções. Implosão de rótulos, aproximações insólitas, absorções irresponsáveis: é a fertilidade do lixo “em que se plantando, tudo dá”.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Numa cabeça o mundo se esvai

Sobre tudo (nome improvisado)
Paulo Ró/ Lau Siqueira



Sobre tudo
remeto-me ao abandono
com as batidas de um maracatu
ouço no deserto


bebo suas águas
rios de pele macia
como se a sede
fosse em mim desaguadouro


E o cio selvagem
condição da minha calma

Você pode ouvir esta música no clipe Cenas de um Filme Inglês(<---clique no link para ouvir), quando sobem os créditos finais.


axé


*

terça-feira, 6 de abril de 2010

Das Bandas da Paraíba



Programa "Das Bandas da Paraíba"

Apresentação: Pedro Daniel
Direção: Abraão Bahia e Thomas Freitas
Produção: Diego Second e Inaê Teles.
Roteiro: Caio gomes
Edição: Diego Benevides
Assistente Geral: Thiago Almeida


*

domingo, 4 de abril de 2010

Casa de Lirismo


*
Teaser do Docudrama "Casa de Lirismo".
Participação: Poeta Nelson Barbosa.
Produção: Vertiginosa - Coletivo de Produção Cultural.
Roteiro e Direção: Thomas freitas.

*

quinta-feira, 1 de abril de 2010

chegando

"em ti ressoam todas as falas cósmicas

enquanto o universo se movimenta

no grito móvel de tudo que escuto

e da tradução que a dança eleva

se toda razão que percorre ata

o motivo pleno à liberdade

também moverá o Ser"





- Sandoval fagundes -