Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Títulos

Cor e sobre-tons




Quais os três primeiros dias que você compreende a essência?


Nos quadros hão de haver auto-retratos
nas janelas
pedras e galhos que se movem sem parar


Flores e espinhos largados entre os dentes
não ressecam, não cortam e nem morrem... 


Thomas Freitas

*

terça-feira, 27 de abril de 2010

Construindo mundos

*


Eu sou de verdade.
Ilusão não planta e nem colhe.
Eis meu sertão
de tanta claridade.


Thomas Freitas


*

domingo, 18 de abril de 2010

Profecias

Prece revelada aos tantos que existem aqui

  
São Pedro hoje disse que eu não podia sair de casa
Mandou chuva o dia todo
Eu quis reclamar, mas não pude
Gritei dentro do peito
Pedi socorro
Mas ninguém veio me ajudar

Todos estão em suas tocas
Eu embaraçado na minha caixinha de brincar
O peito aperta por dentro
No mais profundo de mim, eis as gotas de chuva
Que não param de correr neste lago de sonhar

Os céus desabam na minha cabeça
Será a tristeza e a dor que ardem tanto
Em pacotes que vez por outra chegam até mim
Não, não estou reclamando
Bênçãos sempre são muito maiores

Uma voz rouca me disse que poderia dançar qualquer música
Que tolice, eu não sei dançar
Respondi então a voz rouca que estou disposto a ser e estar
Hoje olhei no espelho e não me achei troncho

Poderia sair e me molhar nas belas lágrimas do céu
E sentir o frio que marca meus dedos tão onerosos por outros mares
De repente uma vontade de ir pra bem longe, até chegar lá
Lá perto onde as flores desabrocham e arranham todos aqueles
Dias dentro de meu absurdo



Thomas Freitas

Receita de andar sem rumo

O vento como guia,
suba montanha acima,
siga a música do rio
pedra por pedra,
dia por dia.


Perca o rumo e o fio,
deixe que o coração
cante as horas
e arrume a noite e o sol


Roseana Murray

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Numa cabeça o mundo se esvai

Sobre tudo (nome improvisado)
Paulo Ró/ Lau Siqueira



Sobre tudo
remeto-me ao abandono
com as batidas de um maracatu
ouço no deserto


bebo suas águas
rios de pele macia
como se a sede
fosse em mim desaguadouro


E o cio selvagem
condição da minha calma

Você pode ouvir esta música no clipe Cenas de um Filme Inglês(<---clique no link para ouvir), quando sobem os créditos finais.


axé


*

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mensagens cotidianas

"Sol Rubro do Futuro"

Mais uma foto do nosso saudoso Gustavo Moura, ele gentilmente cedeu esta e mais outras fotos da coleção "Nação Jaguaribe" para utilizarmos no DVD Paulo Ró - A música em Si. Tá ficando pronto gente, vai rolar!!!


"... mas Tamar vem de leve
envolve-me deliciosamente
beija-me a minha fece
enxuga-me o suor da fronte
com teus cabelos de veludo
e me aponta a alvorada
da fraternidade e da justiça
ao sol rubro do futuro..."

Felix Araújo/Paulo Ró



Tom