terça-feira, 30 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Enquanto o sono não chega
Novembro
De noite ardo
e preciso
sentir o sabor amargo
enquanto ficas
com tuas certezas eternas
a mim resta o erro das atitudes sinceras
Solidão assim a meia nota dissonante
verbete meu
assim meio que
distante
Todo poderoso ser que atinge os altos níveis
de meu desejo fraquejante
Dilata as rédias saudosas
uma chuva leve me anima as pupilas
belo meu peito
enquanto me negas
calor intenso e provável
Errado sou
em mim os pecados formosos
e usas pra me castigar
assim me vejo
menino, moleque, calado!
Os mistérios do dia permanecem
quem sabe poderás adivinhar
como as nuvens cheias de branco
a compartilhar com o mar
as águas que me pai carrega a tua mãe
senhora rainha do navegar
se sabes de tudo
não precisas dos búzios
das pedras pretas
dos desejos carnais? Não me diga isso...
preciso do violão e do pandeiro
canteiro de jardim
onde nascem minhas músicas
Thomas Freitas
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Alma
Um filme belo e sensível.
Roteiro & direção: André Moraes
Fotografia: João Carlos Beltrão
Formato: 16mm
sábado, 13 de novembro de 2010
Fernão Capelo Gaivota
Deixai que voe (ou Completamente céu)
Daqui de baixo eu vi ele voar
para o alto da serra
antes das curvas
escorregando nas nuvens brancas
saudando o arco de flores
deixando as margens turvas
Ele partia sem documento, sem direção
tudo então se partia, entre o fogo e a pele
percebia-se menino, porém com esta feição
de que já foi
e do talvez, tivera
um pouco sorte
Haverá sangue nas unhas daquele que eu vi voar pela praia
pairando nossas mães sereias
azuis e verdes, de manto velozes
do comprimento que pudera chegar as plumas de sabão
que se espalham
num céu de brilhante
Foguete plácido de rainhas enormes
entopem o pobre que agora anda com medo
volte a voar passarinho danado
a quem enganas com tuas contradições milenares
és dono destes ares
quaisquer que sejam os caminhos perdidos que te guiam
em fins te acha, não por sorte
Quisera tudo ser flutuante
em todas as épocas
necessito de sua sabedoria
que cura
venera
Sou semáforo que deixa passar
passarinho bonito que gosta de flores
nos ombros velozes
das costas nuas
às vezes algozes
em tardes tão cruas
Passarinho que nunca para de cantar
teu canto é minha salvação
minha culpa
remédio que me corta as contra vontades
Deixai que voe
Thomas Freitas
14/11/2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Novembro
Manifestação ao som das águas
Sob a luz do sol
reflete-se o espelho das águas marcadas
com sabores, milagres, passagens, desejos
e amor, muito amor.
Foi banhado em ouro que me deu...
Diria a todos os profetas dos nossos tempos
e reclamaria minhas dividas ao senhor dos meus pecados
Erga-me!
Sou o infinito breve que chega no entanto
Viva-me
Sou o mistério dos lagos
dos desejos carnais
Talvez não seja
nada mais
Plantas, refúgios do espaço
que cantam
ao som dos ventos
não se espante caçador
sob as águas somos todos filhos
do amor que convém a eterna chance
de sentir o peito queimar ardendo no lago profundo
Provém de lá as margens
tão cadenciadas
serras de morada
casas de pensar
Somos tristeza e dor
fogo que arde
paixão que sufoca
raiva que maltrata
do lado de cá os jardins precisos
é neste ponto
se segue ao som das águas
seguem do rio pro mar
do mar pro céu
do céu para os homens e mulheres
e se banham de amor...
Dedico esses versos a força da natureza que comanda as cachoeiras e o amor.
Salve mamãe oxum.
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