Novembro
De noite ardo
e preciso
sentir o sabor amargo
enquanto ficas
com tuas certezas eternas
a mim resta o erro das atitudes sinceras
Solidão assim a meia nota dissonante
verbete meu
assim meio que
distante
Todo poderoso ser que atinge os altos níveis
de meu desejo fraquejante
Dilata as rédias saudosas
uma chuva leve me anima as pupilas
belo meu peito
enquanto me negas
calor intenso e provável
Errado sou
em mim os pecados formosos
e usas pra me castigar
assim me vejo
menino, moleque, calado!
Os mistérios do dia permanecem
quem sabe poderás adivinhar
como as nuvens cheias de branco
a compartilhar com o mar
as águas que me pai carrega a tua mãe
senhora rainha do navegar
se sabes de tudo
não precisas dos búzios
das pedras pretas
dos desejos carnais? Não me diga isso...
preciso do violão e do pandeiro
canteiro de jardim
onde nascem minhas músicas
Thomas Freitas
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