quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Enquanto o sono não chega


Novembro


De noite ardo
e preciso
sentir o sabor amargo
enquanto ficas
com tuas certezas eternas

a mim resta o erro das atitudes sinceras

Solidão assim a meia nota dissonante
verbete meu
assim meio que
distante
Todo poderoso ser que atinge os altos níveis
de meu desejo fraquejante

Dilata as rédias saudosas
uma chuva leve me anima as pupilas
belo meu peito
enquanto me negas
calor intenso e provável

Errado sou
em mim os pecados formosos
e usas pra me castigar
assim me vejo
menino, moleque, calado!

Os mistérios do dia permanecem
quem sabe poderás adivinhar
como as nuvens cheias de branco
a compartilhar com o mar
as águas que me pai carrega a tua mãe
senhora rainha do navegar

se sabes de tudo
não precisas dos búzios
das pedras pretas
dos desejos carnais? Não me diga isso...

preciso do violão e do pandeiro
canteiro de jardim
onde nascem minhas músicas


Thomas Freitas  

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