Deixai que voe (ou Completamente céu)
Daqui de baixo eu vi ele voar
para o alto da serra
antes das curvas
escorregando nas nuvens brancas
saudando o arco de flores
deixando as margens turvas
Ele partia sem documento, sem direção
tudo então se partia, entre o fogo e a pele
percebia-se menino, porém com esta feição
de que já foi
e do talvez, tivera
um pouco sorte
Haverá sangue nas unhas daquele que eu vi voar pela praia
pairando nossas mães sereias
azuis e verdes, de manto velozes
do comprimento que pudera chegar as plumas de sabão
que se espalham
num céu de brilhante
Foguete plácido de rainhas enormes
entopem o pobre que agora anda com medo
volte a voar passarinho danado
a quem enganas com tuas contradições milenares
és dono destes ares
quaisquer que sejam os caminhos perdidos que te guiam
em fins te acha, não por sorte
Quisera tudo ser flutuante
em todas as épocas
necessito de sua sabedoria
que cura
venera
Sou semáforo que deixa passar
passarinho bonito que gosta de flores
nos ombros velozes
das costas nuas
às vezes algozes
em tardes tão cruas
Passarinho que nunca para de cantar
teu canto é minha salvação
minha culpa
remédio que me corta as contra vontades
Deixai que voe
Thomas Freitas
14/11/2010
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