quinta-feira, 22 de outubro de 2009

na energia de calhetas




A idade da alma



Até quando os poros de sua pele

Responderão pelos meus sentidos tão sinceros?

Diga-me senhor dos meus castigos.


Estou aqui

Eis o meu canto de liberdade


Sou uma lima de orvalho

Que resplandece em teus olhos

Num som cicatrizante que desliza

E desce pelo teu corpo, minha alma.


Fogueira acesa, contendo os livros que desvendam os segredos.

Não saberei responder sobre os mistérios, não saberei.

Sou pedaço de infinito enrolado num papel de pão

Corpo quente que espera amanhecer em teus sons

Lamparinas que me guiam

Me levam a sentir o calor da tua mão.


Não tenho inicio.

Não tenho fim.

Tenho os lençóis. A cobertura de lama.

Minha raiz.

E lá dentro tem um tanto.

Um tanto bem grande.

Que leva a alma pra longe.

Onde os significados não têm sentido.


Dentro do mar vejo minha mãe

Meu corpo me prende a terra

A alma não tem número

Forte estou pra guerra

Não há tempos


Tua pele me instiga a voar pra perto

Bem perto


Lá vai ele em casa.

Sentindo os pés levantarem.

Não tem asas meu filho

Mas persegues tua riqueza nas janelas que apontam

Pro único horizonte que te guia.




Thomas Freitas




*



Fiz esta poesia depois da noite passada que foi regada por um sorriso lunar, fotografias que me trazem coisas boas, e vontades, e um som que vem da carne de Jaguaribe.



*


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