domingo, 22 de maio de 2011

yin & yang

entre paradas e muros 




um instante, ínfimo, se perdeu no horizonte
misterioso.
paira nas unhas das mais belas flores
momentos, únicos, dias, a coragem...

estados diversos entre as paradas
e o muro se ergueu
os segundos ficaram beirando as margens
tudo se perdeu?

Há de ver transformar o que é frio
catalogando lógicas absurdas
 e ver o que era coincidência
se transpor no calor que partiu

cobras que mordem a própria cauda
ciclos e mais passagens
ainda assim não está

o quadro que não conseguiu um prego
pra se sustentar no muro
mas é belo
o mais belo de todas as figuras

(e se você olhar bem
não dará pra entender nada)

nova configuração
o vestido novo
a tatuagem coberta
 o arrepio
o bom e velho perfume
e o medo de se tornar um vidro oco e vazio

a vida sim
as paisagens
as cores
as alvoradas
voam por aí como gaivotas
que se envenenam
comendo os pontos de reticências
e fervem
indo embora
mergulhando no mar
pra ser feito assim homem
pra viver assim mulher
papéis calejados de amar
rotas que se cruzam nas ruas de Budapeste
profecias do verbo sentir, decidir e  estar...




Thomas Freitas




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