A idade da alma
Até quando os poros de sua pele
Responderão pelos meus sentidos tão sinceros?
Diga-me senhor dos meus castigos.
Estou aqui
Eis o meu canto de liberdade
Sou uma lima de orvalho
Que resplandece em teus olhos
Num som cicatrizante que desliza
E desce pelo teu corpo, minha alma.
Fogueira acesa, contendo os livros que desvendam os segredos.
Não saberei responder sobre os mistérios, não saberei.
Sou pedaço de infinito enrolado num papel de pão
Corpo quente que espera amanhecer em teus sons
Lamparinas que me guiam
Me levam a sentir o calor da tua mão.
Não tenho inicio.
Não tenho fim.
Tenho os lençóis. A cobertura de lama.
Minha raiz.
E lá dentro tem um tanto.
Um tanto bem grande.
Que leva a alma pra longe.
Onde os significados não têm sentido.
Dentro do mar vejo minha mãe
Meu corpo me prende a terra
A alma não tem número
Forte estou pra guerra
Não há tempos
Tua pele me instiga a voar pra perto
Bem perto
Lá vai ele em casa.
Sentindo os pés levantarem.
Não tem asas meu filho
Mas persegues tua riqueza nas janelas que apontam
Pro único horizonte que te guia.
Thomas Freitas
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Fiz esta poesia depois da noite passada que foi regada por um sorriso lunar, fotografias que me trazem coisas boas, e vontades, e um som que vem da carne de Jaguaribe.
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