terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novembro



Manifestação ao som das águas



Sob a luz do sol
reflete-se o espelho das águas marcadas
com sabores, milagres, passagens, desejos
e amor, muito amor.
Foi banhado em ouro que me deu...

Diria a todos os profetas dos nossos tempos
e reclamaria minhas dividas ao senhor dos meus pecados
Erga-me!
Sou o infinito breve que chega no entanto
Viva-me
Sou o mistério dos lagos
dos desejos carnais

Talvez não seja
nada mais

Plantas, refúgios do espaço
que cantam
ao som dos ventos
não se espante caçador
sob as águas somos todos filhos
do amor que convém a eterna chance
de sentir o peito queimar ardendo no lago profundo

Provém de lá as margens
tão cadenciadas
serras de morada
casas de pensar


Somos tristeza e dor
fogo que arde
paixão que sufoca
raiva que maltrata

do lado de cá os jardins precisos
é neste ponto
 se segue ao som das águas
 seguem do rio pro mar
do mar pro céu
do céu para os homens e mulheres
e se banham de amor...



Thomas Freitas

Dedico esses versos a força da natureza que comanda as cachoeiras e o amor.
Salve mamãe oxum.


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